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O pacotão da União Européia

A decisão da União Européia, com o apoio do FMI de disponibilizar um montante de recursos na casa de U$S 1 trilhão para socorrer alguns países europeus fortemente endividados, se não chegou a surpreender, foi certamente impactante pelo volume. 

Depois da frustração que sucedeu ao anúncio do apoio financeiro à Grécia, quando os mercados não tiveram a reação esperada, a contaminação a outros países que estava cada vez mais evidente,obrigando as autoridades a dar um choque de credibilidade para mostrar sua disposição em evitar o caos e assim proteger o Euro. 

Passado os momentos de euforia que caracterizam as bolsas e os mercados cambiais com recuperação do Euro perante o Dólar, os dias seguintes foram marcados por uma atitude mais realista e cautelosa. Como aqueles recursos serão disponibilizados? A que custos e em que circunstâncias? Como vai ser praticada a mecânica decisória? Qual o impacto sobre a inflação? E a atividade econômica dos países europeus que iniciava uma timida recuperação, como vai ficar? 

Enfim, mais dúvidas do que certezas! Se existe uma convicção é que a curto prazo a luz amarela continua acesa! Um grande investidor norte-americano que dirige uma empresa de investimentos, Jim Rogers afirmou que “é mais um prego no caixão do Euro”. Segundo ele, os países estão gastando dinheiro que não tem e renunciaram ao Euro! Com isso, em vista também das desconfianças justificadas em relação ao dólar, o ouro continua se valorizando! É nessa outra parte do mundo como nos encontramos? Até agora, não há sinais de que a crise européia nos tenha atingido. 

Algumas instituições financeiras de prestigio, já estão revendo seus números de 2010 para um crescimento para algo superior a 7%! Não há até o momento indicações que o poder de compra dos consumidores brasileiros esteja enfraquecendo! 

A luz amarela é a do “déficit em transações correntes com o exterior” que deve aproximar-se de US$ 50 bilhões! A expectativa é que ele continuará sendo coberto pela entrada de capitais, sejam diretos ou via o mercado de títulos (ações ou de dívidas). 

Obviamente a mudança no humor internacional pode afetar os fluxos de capital e essa expectativa poderá ser mais difícil de materializar-se! A inflação também não deve estar ausente de novo cenário! Infelizmente! Portanto, otimismo sem euforia! 


Roberto Teixeira da Costa, economista, fundador do CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e membro do Conselho do Inter American Dialogue, de Washington. Foi presidente do Ceal – Conselho de Empresários da América Latina.

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