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Para sair da crise...

No mundo inteiro, os últimos meses têm sido consumidos por grandes preocupações sobre como sobreviver à crise: falências, fechamentos de fábricas, cortes de pessoal, férias coletivas e paralisação ou forte redução no ritmo dos investimentos em praticamente todas as empresas e segmentos de mercado – é só o que se ouve mundo afora.

É compreensível – a crise é gravíssima e, neste instante, sobreviver é o mais importante. Acontece que, felizmente, as crises passam e o mundo quase sempre emerge melhor delas. Dias antes da reunião de líderes dos países que formam o G20, Angela Merckel, Primeira Ministra da Alemanha, externou sua maior preocupação: como preparar os países, antes ricos e agora endividados e com enormes desequilíbrios fiscais, para os tempos pós-crise? Como enfrentar as pressões inflacionárias que sem dúvida surgirão? 

Empresários e executivos enfrentarão um dilema semelhante. Os mercados serão diferentes, as normas e regulamentos provavelmente mais duros, o crédito será escasso por um bom tempo e os cenários ainda não estão nitidamente delineados: onde estará o ponto de equilíbrio do câmbio? Como a questão ambiental afetará os investimentos? Qual será o papel dos governos no mercado? ... E tantas outras questões ainda sem resposta. Se tomarmos como possível o horizonte de meados de 2010 para o início da retomada do crescimento da economia internacional, concluímos que as empresas têm pouco mais de um ano para preparar sua saída da crise. Isso significa que nos próximos doze meses, as pessoas que comandam as corporações terão que pilotar seus “jumbos” em meio a uma grande tempestade, ao mesmo tempo e na mesma cadeira em que terão que projetar novas aeronaves e aeroportos. Será difícil – mas não impossível.

Recentemente, uma indicação de um dos bons caminhos a seguir veio de onde menos se poderia imaginar: a Prefeitura de São Paulo elaborou e publicou seu plano de metas para 2012, indicando a visão estratégica para a cidade, os prováveis cenários e a definição das ações a tomar e dos respectivos indicadores de desempenho. Independente da qualidade intrínseca do documento, em nossa opinião, estes são os tópicos de maior relevância e constituem o norte a ser perseguido por qualquer tipo de organização, destacadamente as empresas. Os empresários e seus principais executivos já estão sendo chamados a refletir sobre estes temas para o novo tempo que está por vir e um método eficaz será exigido para que todo este debate mostre ser realmente produtivo. 

Um bom ponto de partida parece ser uma reflexão sobre o que não mais será aceito pela sociedade e pelos mercados, aí incluídos produtos, processos e práticas. Ao impor um conjunto de limitações para sua atuação, qualquer empresa se verá obrigada a buscar alternativas inovadoras que possam garantir a continuidade da criação de valor para seus proprietários, supondo, é claro, que o sistema capitalista prevalecerá, ainda que com uma nova configuração. Seguindo em frente, será precioso idealizar modelos de produção (seja de bens, seja de serviços) mais austeros, mais “verdes” e mais eficientes para, finalmente, pensar no fator mais crítico para o sucesso de qualquer empreendimento – o aproveitamento cada vez maior dos talentos presentes no quadro de colaboradores. É crucial ter em mente que será necessário mirar em seu crescimento e compreender que a busca pela felicidade dos indivíduos é uma constante que estará cada vez mais presente. Essa discussão parece formar as fundações para construir o plano de saída da crise. 

Concretizar um plano como este parece difícil (e realmente será). Tempo, dedicação, criatividade, método e, principalmente, senso de urgência são requeridos. O quadro atual mostra que não há tempo a perder. 

A recompensa virá sob a forma de um ciclo novo, mais saudável e mais equilibrado, o que deve propiciar um bom período de crescimento.

João Telles Corrêa Filho é Engenheiro Civil pós-graduado em Administração de Empresas. Foi executivo de diversas companhias nacionais e multinacionais e há quinze anos atua como consultor empresarial. É especialista em Planejamento Estratégico, Gestão de Custos, Finanças e Recursos Humanos. 

Paulo Roberto Pereira da Costa é Coach, Administrador, Estatístico tem mais de quarenta anos como executivo em cargos de direção de grandes empresas nacionais e multinacionais. É especialista em Recursos Humanos, Desenvolvimento de Executivos e Planejamento Estratégico.

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