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15 anos lapidando um sonho

Milton Claro 
Uma manhã, trinta anos atrás, eu estava em reunião com o Mauro Salles na agência de propaganda dele e do Luiz e onde eu era diretor da área internacional, quando a secretária anunciou a presença do superintendente da Brastemp, então um dos nossos clientes. A figura simpática, bem apessoada, sorridente e muito falante entrou na sala e Mauro me apresentou o Paulo Roberto Pereira da Costa. 

Com o passar dos anos, seguiram-se outros encontros ocasionais que foram construindo uma amizade e aumentando o meu respeito pelo magnetismo pessoal daquela figura que, pelas grandes organizações por que passou, sempre cuidou de aprimorar seu conhecimento do material humano que lhe cabia gerenciar. Paulo não enxergava ao seu redor meras ferramentas de trabalho - via, em cada um, um profissional passível e merecedor de melhoramento pessoal que ele, na medida do possível, procurava orientar. Sobre isso conversamos inúmeras vezes. 

Coincidentemente, nessa mesma época começava a se estruturar nos Estados Unidos um procedimento gerencial com um objetivo bem definido: a exploração das potencialidades profissionais e a correção dos descaminhos que a rotina e os desacertos geravam nos executivos. Como isso veio a ser chamado? Coaching. O que é que Paulo já fazia instintivamente? Coaching. 

O resultado não poderia ter sido diferente. Assim que se desligou de suas responsabilidades no grupo Whirlpool, ele passou a se dedicar exclusivamente ao preparo de executivos com técnicas americanas de coaching, inteligentemente adaptadas à cultura e ao ambiente empresarial brasileiros. 

A Paulo Roberto P. da Costa Consultores Associados e a p|r|p_Coaching®, que, com a psicóloga Adriana Lombardi da Costa Levy, ele criou então, foram apenas o começo de um envolvimento total com a área de coaching, que mal ensaiava os primeiros passos no Brasil. 

Aqui cabe uma pergunta: o que acontecia antes de o coaching ser estruturado como um processo importante para o acompanhamento de executivos empresariais? Como tudo, o coaching nada mais foi do que a ordenação de conhecimentos existentes, esparsos e mais ou menos provados. Chega um momento em que problemas e dificuldades assumem importância intransponível, não obstante as soluções existirem, dispersas. E a necessidade de ordenação é uma decorrência. 

Essa ordenação não foi fácil no Brasil. Com dez anos de vida de suas empresas e aprimoramento próprio dos processos de coaching, Paulo conseguiu interessar o Conselho Regional de Administração de São Paulo na criação de um Grupo de Excelência em Coaching. Esse grupo iria definir academicamente os objetivos e os processos de counseling, mentoring e coaching - atividades distintas que andavam, para dizer o mínimo, um tanto misturadas por aqui.

Hoje, o executivo é avaliado e recebe a orientação específica para o seu problema - e o Grupo de Excelência em Coaching, que continua liderado pelo Paulo, segue como um padronizador informal da atividade no Brasil. 

Neste ano de 2013, suas empresas Paulo Roberto P. da Costa Consultores Associados e p|r|p_Coaching® entram no 15º ano de vida. Eu queria cumprimentá-lo e lhe desejar outros 15 anos de sucesso. Achei melhor ir um pouco além e registrar o caminho percorrido por um profissional obsedado como poucos pelo aprimoramento humano nas empresas. 

Parabéns, Paulo. 

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Milton Claro é advogado, publicitário e jornalista

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